segunda-feira, 23 de março de 2009


Now i get you
Now i don't get you
And I'm getting F*cking sick of it!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Someday. I'm just going to BLOW UP!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

I wish i could


Voltar a ver as estrelas pela primeira vez, saborear o doce do meu primeiro gelado ou ficar acordada a pensar como seria quando fosse crescida.

Sentir o estômago contorcer-se como no meu primeiro beijo, ou chorar desalmadamente como quando cai a primeira vez de bicicleta.

Ver tudo pela primeira vez, de olhos bem abertos, os cheiros, os sabores, o toque, as sensações e por o cérebro a funcionar além dos tópicos e duvidas do costume que se amontoam como uma manta de retalhos, suja e encardida entre os impulsos eléctricos da massa cinzenta.

Que me explicassem como se joga este jogo para o qual nunca ninguém se deu ao trabalho de me explicar as regras e que chamam descontraídamente de amor.

Que me dissessem que tudo vai ficar bem e me dessem um beijinho na testa antes de dormir, depois de ouvir uma historia que me fazia acreditar que o mundo era feito de fadas e princesas, sapos e trapezistas, cães que falam e lâmpadas que concedem desejos.

Voltar a ser uma folha em branco, sem vícios, preconceitos, frustrações, sem a marca de tudo o que passa por nós e nos torna uma obra de arte ou um esboço.

Não saber como são as pessoas ou ter de prever o quão mesquinhas podem ser.

Não ter de me descobrir ou compreender sem um manual de instruções, não ter tudo nas minhas costas e não querer carregar com o mundo nos ombros.

Ter medo do bicho papão.


Dormir.

"Sei que minto...
Pois o que sinto,
Não é diferente de ti.
Não cedo.
Este segredo.
É frágil e é meu"
Silence 4

Vou viajar
Quando voltar não é mim que encontrarás
Vou falar outras linguas, mas não a tua
Os teus olhos já não farão brilhar os meus
E os meus não encontraram resquicío de luz nos teus
Tem de ser
Para ganhar uma batalha por vezes sacrificam-se vidas
outras vezes corações.

Dry...


A tinta secou, forcei-a a escrever…não cedeu.
Os dedos, calejados e dormentes, recusam-se a continuar.
Os olhos, cansados e chorosos, teimam em fechar.
O coração prossegue a sua marcha num compasso lento e sentido.
Cada inspiração me é dolorosa.
A memória não recorda mais nada, abandonando as suas funções e todo o meu pensamento é um grilo que canta numa noite escura.
Fico ali sentada, a sentir o frio a entrar-me pela camisola curta, de olhos pregados no vazio.
Sinto a cabeça a latejar, as lágrimas precipitam-se pelo rosto e tudo se torna indistinto.
Não consigo ver… Apenas ver-te.
A minha estrada não é a tua…
E nem conseguimos caminhar lado a lado.
Não te amo mais.
E não escrevo nem mais uma letra sobre ti.
Não me ouviste dizer que a tinta secou?

Trapped


Ai!

Está tão apertado aqui!

Que sitio é este?

Mas…

Tu prometeste cuidar de mim…

É isso que estás a tentar a fazer?

Proteger-me?

De quê?

De quem?

Porquê?

Eu confiei em ti…

É assim que retribuis?

Pode ser dourada…

Mas não deixa de ser uma gaiola.